A exposição “Entre Completudes e Efemeridades”, do Coletivo Enegrecer, segue em cartaz até o dia 30 de junho no Arquivo Público Estadual, no 2º andar da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em Campo Grande, com entrada gratuita. A mostra reúne obras de artistas contemporâneos negros, pardos e indígenas, além de trabalhos produzidos por crianças da Comunidade Quilombola Chácara Buriti durante oficinas de pintura e colagem. Escolas interessadas em agendar visitas podem entrar em contato pelo telefone (67) 99243-1669 com Erika Pedraza.
Arte, memória e ressignificação do cotidiano



Com curadoria de Auriellen Leonel, Thalita Valiente e Erika Pedraza, a mostra propõe uma reflexão sobre memória, materialidade e percepção por meio de suportes alternativos e da ressignificação de objetos do dia a dia. “As exposições não permeiam apenas pautas raciais. Os artistas também estão pesquisando, experimentando materiais e suportes, criando novas possibilidades sem perder a essência de suas trajetórias”, explica Auriellen. A curadora acrescenta que a proposta é estimular novos olhares sobre o que passa despercebido. “A expectativa é que o público consiga olhar para as materialidades sob outra perspectiva, ressignificando o que antes parecia banal em algo que produza sentido.”
Ampliação do diálogo e lista de participantes
Nesta edição, o Coletivo Enegrecer incorpora artistas indígenas à mostra, fortalecendo o diálogo entre diferentes identidades, territórios e experiências da produção contemporânea sul-mato-grossense. Participam da exposição, além das curadoras, os artistas Danillo Carvalho, Damata, Lumar, Meio Trash, Miguel Ferrez, Natalia Maisha, Renan Rogerio, San Martinez, Victor Macaulay, William Naipe e Yasmin Alexandra.
Crianças quilombolas como protagonistas
As obras produzidas por crianças da Comunidade Quilombola Chácara Buriti ocupam o espaço expositivo como parte central da proposta, e não como elemento secundário. “A gente traz as crianças como artistas da exposição. Elas não estão ali como espectadoras, mas como parte do projeto, ocupando esse espaço com suas produções”, afirma Erika Pedraza, idealizadora do projeto. Para ela, o reconhecimento tem efeito direto sobre a autoestima dos participantes. “Quando elas se veem nesse lugar, sendo reconhecidas, isso fortalece. A arte também é uma ferramenta para que essas crianças cresçam com mais consciência, força e pertencimento.”
Financiamento público
O projeto recebe investimento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, com execução pela Prefeitura de Campo Grande através da Fundação Municipal de Cultura (Fundac).
Com informações: Assessoria



