A nona edição da Pantalhaç@s Mostra de Palhaç@s do Pantanal ocorreu entre quatro e dez de dezembro, e ocupou teatros, escolas, praças e espaços culturais de Campo Grande com espetáculos do Brasil e do exterior.
Presença de público
O público acompanhou a programação durante toda a semana, compareceu aos teatros, ocupou apresentações de rua, e participou das sessões que reuniram artistas e plateias em cada espaço.
Abertura do festival
A mostra começou na quinta-feira (4/12) com Noites de Circo da Família Morales do Rio de Janeiro, e apresentou números de tradição circense em diálogo direto com a cidade.
Sexta feira de espetáculo
Na sexta feira (05/12), o Teatro Prosa recebeu Xou do Xac de Gabriel Castro de Minas Gerais, e o espetáculo apresentou humor e crítica a partir da palhaçaria queer.
Programação de sábado
No sábado (06/12), Apalhassadamuzikada Uma Sinphonia Engrassada da Turma do Biribinha de Alagoas reuniu famílias, e à noite Batalha de Dagmar Bedê de Minas Gerais ocupou a Orla Morena.
Domingo de cortejo e atração internacional
No domingo (07/12), a Palhasseata percorreu o bairro sob condução de Thiago Sales, e após o cortejo o Latin Duo da Argentina e do Peru apresentou Se Desconcierta el Concierto.
Atividades em escolas e bairros
Na segunda feira (08/12)e na terça feira (09/12), a Mostra levou apresentações a equipamentos culturais e escola pública, com grupos de Três Lagoas, Nova Alvorada do Sul, Dourados e São Paulo.
Espetáculo noturno
Na noite de terça feira (09/12), o Teatro Aracy Balabanian recebeu La Trattoria do grupo Los Circo Los de São Paulo, e a plateia acompanhou números de comicidade física.



Formação e oficinas
A programação incluiu oficinas de construção do palhaço, técnicas de malabarismo, riso disruptivo e criação de objetos, e reuniu estudantes, artistas iniciantes e profissionais.
Encerramento da Mostra
O espetáculo Desajustada de Vanderleia Will encerrou a edição no teatro, e abordou temas ligados às experiências das mulheres por meio da linguagem da palhaçaria.
Avaliação da organização
Mauro Guimarães do Circo do Mato afirmou que a edição apresentou diversidade, e destacou a importância do encontro entre gerações, da atenção ao etarismo e da chegada de novos artistas.
Ocupação cultural
Mauro Guimarães também ressaltou a necessidade de programação em espaços fora do centro, e afirmou que o público responde quando a arte chega aos bairros. “Eu acho que ela foi uma edição bem diversa. A gente sai com muitos apontamentos para a décima edição, porque também criamos expectativas, nossas e do público. Durante esses anos, experimentamos vários formatos e vamos entendendo o que fica de cada um. A diversidade sempre esteve presente na Mostra, de forma natural, e queremos manter isso vivo, sem imposição. Também precisamos olhar para o etarismo, artistas e técnicos estão envelhecendo e precisam ser incluídos, acolhidos e respeitados. Em contrapartida, queremos estar atentos à juventude que chega. É esse encontro de gerações que mantém a palhaçaria pulsando”.
Percepção do público
O professor José Manfroi destacou o caráter reflexivo da Mostra, e a estudante Anny Rocha relatou contato com espetáculos sem falas e com temas sociais. “A Pantalhaç@s trouxe muitas inovações e nos fez pensar sobre realidades sociais, políticas e culturais. Por trás do palhaço sempre há reflexão. Foi uma semana muito proveitosa. Acho importantíssimo levar esse tipo de trabalho às escolas, os jovens precisam ter mais acesso”, declarou Manfroi.
Fomento cultural
A nona edição da Pantalhaç@s contou com investimento da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura e do Governo do Estado por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Com informações: Assessoria



