A Justiça decretou a prisão preventiva dos três homens, de 19, 20 e 36 anos, investigados por participação no assalto a uma joalheria em São Gabriel do Oeste, a 133 quilômetros de Campo Grande. Os suspeitos passaram por audiência de custódia na terça-feira (21/07) e permanecerão presos no sistema penitenciário enquanto prosseguem as investigações.
O roubo ocorreu na manhã de segunda-feira (20/07), quando foram levados mais de R$ 53 mil em joias, relógios e dinheiro. Os suspeitos de 19 e 36 anos foram presos poucas horas depois, após perseguição policial. No dia seguinte, a Polícia Civil prendeu o homem de 20 anos, apontado como responsável por monitorar a movimentação policial e dar apoio à ação criminosa.
Câmeras registraram a ação dos assaltantes
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os dois homens entraram na joalheria e obrigaram o ourives e um funcionário a se deitarem no chão enquanto recolhiam as mercadorias.
Segundo o depoimento do ourives, um dos assaltantes determinou que as vítimas permanecessem no chão, enquanto ele e o comparsa recolhiam joias, relógios e dinheiro antes da fuga.
Investigação identificou o terceiro envolvido
Após a prisão da dupla, os policiais foram até uma residência na Rua Seriema, no Jardim Gramado, indicada pelos próprios investigados como o local onde permaneceram nos dias anteriores ao crime. No imóvel, foram encontrados uma nota fiscal de supermercado e um documento relacionado ao terceiro suspeito.
Com base nesses elementos, a polícia consultou sistemas de monitoramento urbano, identificou o veículo utilizado pelo investigado e constatou que ele circulou nas proximidades da joalheria em horário compatível com o assalto.
As investigações apontaram que o homem permaneceu nas imediações do quartel da Polícia Militar em um ponto que permitia observar a saída das viaturas. A polícia concluiu que ele exercia a função de olheiro, monitorando a movimentação policial, repassando informações aos executores do roubo e prestando apoio logístico à fuga.
Plano previa esconderijo às margens da BR-163
De acordo com a investigação, um Vectra prata, blindado e com placas do Rio de Janeiro seria utilizado para retirar o terceiro investigado da cidade após o assalto.
O plano consistia em conduzir os autores do roubo até uma área de mata às margens da BR-163, onde permaneceriam escondidos até serem resgatados e levados de volta para Campo Grande.
Ligação telefônica indicou apoio externo
Em depoimento, o funcionário da joalheria afirmou que um dos assaltantes permaneceu ao telefone durante parte da ação. Segundo a vítima, a pessoa do outro lado da ligação alertou: “Ó, sujou, sujou, cuidado aí.”
A investigação aponta que o aviso informava sobre a movimentação do lado de fora da joalheria. Antes de fugir, os criminosos tentaram amarrar o funcionário, que conseguiu acionar novamente o sistema de alarme.
Comerciante perseguiu os assaltantes após o roubo
Depois da fuga, o ourives, a esposa e o filho iniciaram a perseguição aos suspeitos. O casal seguiu os criminosos em uma caminhonete, enquanto o filho correu a pé.
Durante a fuga, um dos investigados efetuou um disparo na direção do filho do comerciante. Em seguida, a dupla foi alcançada pelo ourives. Segundo seu depoimento, um dos assaltantes apontou uma arma em sua direção e ele reagiu com dois disparos. O comerciante informou à polícia que possui registro da arma de fogo.
A vítima também declarou que não conhecia os suspeitos e nunca havia visto qualquer um deles nas proximidades da joalheria antes do crime.



