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Grupo TEZ completa 41 anos e realiza ações em comunidades quilombolas de Mato Grosso do Sul

O Grupo Trabalhos e Estudos Zumbi completou 41 anos de atuação em março e realizou atividades em diferentes territórios de Mato Grosso do Sul. A programação incluiu encontros, visitas a comunidades quilombolas e momentos de escuta coletiva. As ações ocorreram ao longo do mês e reuniram lideranças comunitárias e representantes institucionais.

Visitas às comunidades

A Fundação Cultural Palmares participou das atividades por meio de Allan Matos, coordenador do Departamento de Certificação das Comunidades Quilombolas. Ele visitou comunidades como Furnas do Dionísio, Eva Maria de Jesus, Chácara Buriti e São João Batista. Os encontros permitiram diálogo com lideranças locais, que apresentaram demandas e desafios relacionados ao território e à estrutura das comunidades.

Reconhecimento e território

A presidente do grupo, Bartolina Catanante, afirmou que o momento amplia o significado da trajetória construída. “Estamos vivendo um momento em que as comunidades quilombolas ganham um protagonismo especial. E em Mato Grosso do Sul isso se fortalece ainda mais com o reconhecimento da comunidade quilombola Tia Eva, que se torna um marco na história do Brasil. Isso é uma vitória da luta antirracista”.

O reconhecimento do território quilombola urbano de Tia Eva em Campo Grande ocorre no período em que a comunidade completa 100 anos de história e realiza a reconstrução de sua igreja. Bartolina destacou a relação entre território e permanência das famílias. “A ampliação do território permite que os filhos e descendentes permaneçam ali, fortalecendo a cultura, a ancestralidade e a luta contra o racismo”.

Escuta das comunidades

Durante as visitas, as equipes realizaram escuta das comunidades. Bartolina apontou a importância do contato com a Fundação Palmares. “Foi um momento importante para mostrar que o quilombo em Mato Grosso do Sul existe, está produzindo, mantém sua memória e sua cultura. E também para apresentar os desafios, como a questão do território, que ainda não está regularizado em muitos casos”.

Encontro marca data de fundação

O dia 18 de março, data de fundação do grupo, reuniu participantes em um encontro voltado à memória e à identidade. A atividade contou com depoimentos de mulheres que participaram da trajetória do TEZ. “As falas das mulheres foram muito marcantes. Todas, em algum momento da vida, tiveram relação com o TEZ. E todas carregam essa transformação, essa construção de identidade. O que a gente busca é que cada pessoa reconheça o seu lugar na sociedade, enfrente o racismo e fortaleça sua autoestima. Isso permanece para sempre”.

Bartolina também destacou o vínculo construído ao longo dos anos. “Quem é do TEZ, é para sempre. Existe um acolhimento que atravessa o tempo e o território. Isso é identidade, isso é resistência”.

Ações e apoio institucional

As atividades integram o Pontão de Cultura Egbé TEZ. O projeto recebeu recursos da Política Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, com execução do Governo do Estado via Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. O grupo mantém atuação voltada à cultura, educação e organização comunitária, com ações direcionadas às comunidades quilombolas e à população negra no estado.

Com informações: Assessoria

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