Falha mecânica provoca vazamento em caminhão
Uma falha na válvula traseira de um caminhão provocou o derramamento de querosene em uma região urbana nesta semana, durante parada para conserto de pneus. O vazamento começou quando o veículo encostou em uma borracharia localizada no cruzamento das ruas 51 e 57. O segundo-tenente Vinícius Nascimento de Casta, do Corpo de Bombeiros, explicou que “houve uma falha na válvula da parte posterior do caminhão, e o combustível começou a vazar. O caminhão tem três compartimentos; o vazamento foi no último deles”.
Testemunhas que estavam nas proximidades ouviram um estouro, inicialmente confundido com a explosão de um pneu. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o barulho foi causado pelo rompimento de uma peça do sistema de ar do caminhão, que comprometeu o funcionamento da válvula do tanque. “Estourou lá embaixo e começou a vazar. Pedimos no susto para ele puxar para a rua. Foi um barulho forte, achamos que era pneu”, relatou o borracheiro Alex Góis de Araújo, de 24 anos.
Bombeiros usam espuma para conter risco de incêndio



Para controlar a situação e reduzir o risco de ignição, os bombeiros utilizaram cerca de 40 mil litros de água, além de LGE (Líquido Gerador de Espuma). “A espuma foi utilizada de forma preventiva para resfriar o tanque, evitar a formação de gases inflamáveis e cobrir a área contaminada, reduzindo o risco de ignição”, acrescentou o tenente Casta.
Durante a ocorrência, moradores e trabalhadores da região relataram preocupação com a possibilidade de explosão. O borracheiro Ondinei Barreto, de 42 anos, descreveu que “até os bombeiros chegarem, estava passando motorista toda hora, duas mulheres de moto quase escorregaram no querosene”. A presença de ferramentas que produzem faíscas e de um caminhão com botijões de gás ao lado ampliou o risco.
Empresa especializada atua na contenção ambiental
Técnicos da empresa Ambipar, especializada em emergências ambientais, iniciaram o rastreamento do querosene para verificar a extensão da contaminação. A substância atingiu as bocas de lobo e ameaçou escoar para córregos próximos. O motorista do caminhão acompanhou os profissionais para monitorar o avanço do combustível na rede pluvial.
Polícia investiga possível crime ambiental
A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat) instaurou inquérito para apurar os fatos. A delegada Gabriela Staile informou que “na delegacia checaremos a documentação do caminhão e da carga/transporte”. O motorista do caminhão não deixou o local em razão da operação de transbordo, e ele será ouvido na próxima semana, junto com o proprietário da empresa.
Apesar da gravidade do vazamento e da mobilização dos serviços de emergência, não houve registro de feridos. As vias seguem interditadas para limpeza e retirada dos resíduos inflamáveis. A Polícia Civil ainda não confirmou se o motorista responderá individualmente pelo dano ambiental.



