O exame ‘Revalida’, que é realizado por médicos formados no exterior para atuar no Brasil, registrou na segunda chamada de 2022 um grande índice de reprovação. Entre os candidatos estavam profissionais formados no Paraguai, Bolívia, Argentina, Venezuela e Cuba.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Brasil divulgou há duas semanas os resultados do exame Revalida do segundo semestre de 2022, que registrou a menor taxa de aprovação de todas as suas edições.
De acordo com publicação feita no último sábado, cerca de 96% dos candidatos foram reprovados na primeira e segunda etapas. Isso significa que eles não poderão revalidar seus diplomas conquistados nos países vizinhos.
Na segunda chamada do ano passado, foram apresentados 7.577 candidatos para a primeira etapa e apenas 863 foram para a segunda etapa, em que é abordada a parte prática. Neste filtro, apenas 263 conseguiram passar no teste no total.
Entre os mais de 7 mil candidatos que se inscreveram para o exame, 4.954 tinham nacionalidade brasileira. Quanto ao país de origem de seus diplomas médicos, entre os cinco primeiros estavam Bolívia, Cuba, Paraguai, Argentina e Venezuela, dos quais quatro têm fronteiras com o Brasil.
O Portal ‘Marcos Santos’, responsável pela divulgação informou que vários candidatos reclamaram das provas “feitas para falhar” e falaram de um possível “boicote” para profissionais que se formaram no exterior. Alguns dos candidatos reprovados chegaram a ameaçar recorrer à Justiça brasileira para tentar reverter o resultado.
O exame Revalida foi criado em 2011 pelo Inep para centralizar o processo de validação dos cursos de medicina no Brasil, que antes eram processados diretamente com as universidades públicas brasileiras. De todas as edições que fez, em 2017 registou a menor taxa de aprovação, que foi de 4,8%. Na última chamada, a taxa foi reduzida para 3,7%.
O Paraguai teve um boom de brasileiros que vieram estudar medicina no país entre 2017 e 2018. Entre Pedro Juan Caballero (Amambay) e Ciudad del Este (Alto Paraná), havia cerca de 24 mil estudantes brasileiros em 2019, segundo dados fornecidos pela presidente do Círculo Paraguaio de Médicos (CPM) na época, Dra. Gloria Meza.
Com informações: Portal Última Hora (PY)



