Estação começa com noite longa e temperaturas amenas
O inverno de 2025 começa nesta sexta-feira, 20 de junho, às 22h42 no horário de Mato Grosso do Sul. O solstício marca o início oficial da estação, mas as baixas temperaturas já ocorreram antes da data. Nos dias 20 e 21 de junho, o estado terá a noite mais longa do ano, com 13 horas e 6 minutos de escuridão e apenas 10 horas e 54 minutos de luz solar.
Massa polar atinge o estado com quedas bruscas de temperatura
As primeiras frentes frias trarão massas de ar polar nos 30 primeiros dias de inverno. Segundo o meteorologista Nathálio Abrahão Filho, o fenômeno causará declínio acentuado nas temperaturas. “A entrada das massas de ar polares frias aumenta a ocorrência de declínios significativos da temperatura e com umidade relativa acima dos 80%, episódios de nevoeiros e geadas no centro-sul do estado”, afirmou.
Municípios registram mínimas próximas ou abaixo de zero grau
Entre 7 e 13 de julho, modelos indicam temperaturas de cinco graus ou menos no centro-sul do estado. Campo Grande pode alcançar 5 graus, Corumbá 10 graus e Dourados 3 graus. Ponta Porã prevê 0 grau, enquanto Amambai, Juti e Paranhos podem atingir até -1,5 grau.
Chuvas escassas e estiagem predominam após as primeiras semanas
De acordo com o Prognóstico de Inverno, elaborado pelo centro de meteorologia da Uniderp, os meses de junho e julho apresentarão chuvas abaixo da média histórica no sul do estado. Em agosto e início de setembro, a estiagem deve se intensificar com calor elevado e umidade baixa. “Os meses de agosto e setembro serão de estiagens, calor intenso, umidade baixa e chuvas fracas ocasionais”, explicou Nathálio Abrahão Filho.
Temperaturas máximas superam os 35 graus em agosto
Durante agosto, as temperaturas máximas podem ultrapassar os 35 graus em algumas regiões. Cidades como Campo Grande, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Corumbá devem registrar os maiores valores. “O bloqueio atmosférico pode estender-se por várias semanas, mantendo as condições de tempo estável, ensolarado, sem chuva, baixa umidade do ar, pouca nebulosidade e alta concentração de poluentes”, ressaltou o meteorologista.
Amplitude térmica cresce e umidade chega a níveis críticos
A estação terá grande amplitude térmica, com diferença superior a 15 graus entre as temperaturas mínimas e máximas. A umidade relativa do ar pode atingir níveis críticos. “A umidade relativa pode bater recordes abaixo de 15%”, apontou Nathálio Abrahão Filho. O estado pode entrar em situações de atenção, alerta e até emergência.
Nevoeiros e doenças respiratórias agravam o cenário
As inversões térmicas provocarão nevoeiros que reduzirão a visibilidade a menos de mil metros, fechando aeroportos e estradas. Após a dissipação, a umidade cairá e a qualidade do ar piorará. “O ar seco e o vento calmo geram a formação da bruma – ou névoa-seca. Essas condições são propícias a queimadas, a qualidade do ar e a piora das doenças respiratórias”, afirmou o meteorologista.
Neutralidade climática afasta El Niño e La Niña
As análises apontam para a manutenção da neutralidade climática ao longo da estação. “As avaliações atuais indicam a permanência de condições de neutralidade”, destacou Nathálio Abrahão Filho. A ausência de El Niño ou La Niña impede previsões de estiagens prolongadas, mas o estado pode enfrentar chuvas mal distribuídas e de baixo volume, principalmente entre agosto e setembro.
Previsão aponta invernos mais secos e com calor prolongado
Em julho, a região Norte, Leste e Sudeste de Mato Grosso do Sul terá 60% de chance de não registrar chuva. O Sul e Sudoeste enfrentarão estiagem significativa. Agosto terá precipitação média de apenas 20 milímetros em alguns municípios, enquanto setembro promete as primeiras chuvas somente após o dia 10 nas regiões Central, Sudeste e Sul. “Não se descarta períodos longos, acima de 30 dias com estiagens sem ou pouca chuva na capital”, concluiu Nathálio Abrahão Filho.



