A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu, nesta quinta-feira (25/06), um homem de 46 anos identificado pelas iniciais C.F.S., condenado a 60 anos de reclusão por ter ateado fogo a uma residência em Santos, no estado de São Paulo, em 2005, causando a morte de duas pessoas. Ele foi capturado em um sítio na 9ª Linha, distrito de Culturama, em Fátima do Sul, após resistir violentamente à prisão e tentar tomar a arma de um dos investigadores.
O crime de 2005 e a pena em aberto
Na ocasião do crime, C.F.S. incendiou uma residência ocupada por cinco pessoas, entre elas uma criança de três anos. Sandra de Souza Cordeiro e Maurício Cordeiro dos Santos morreram em decorrência do incêndio. O condenado cumpriu pouco mais de 25 anos da pena e ainda tem mais de 34 anos de reclusão a serem executados.
As ameaças que aceleraram a investigação
As diligências foram intensificadas após C.F.S. publicar vídeos nas redes sociais com ameaças a autoridades e policiais civis e afirmar que “exterminaria toda a cidade de Fátima do Sul”, gerando temor entre os moradores. A preocupação cresceu porque o investigado atuava como motorista de transporte de combustíveis inflamáveis e usava essa condição nas próprias publicações para dar credibilidade às ameaças. A Polícia Civil apurou, no entanto, que a fotografia utilizada nas postagens era antiga e que ele já não mantinha vínculo com a empresa de transporte desde o início do ano.
A resistência durante a captura e os novos crimes
Após receber voz de prisão, C.F.S. fugiu para um milharal ao lado da residência onde foi localizado. Durante a perseguição, ameaçou e desacatou os policiais e resistiu com violência à abordagem, chegando a tentar tomar a arma funcional de um dos investigadores. Além do cumprimento do mandado de prisão pela condenação anterior, ele também foi preso em flagrante pelos crimes de resistência, desobediência, desacato, ameaça contra policiais em exercício da função, lesão corporal, difamação contra funcionário público e falso alarma. Havia ainda contra ele um mandado de prisão preventiva por investigação de violência doméstica. A Polícia Civil representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva também em relação aos novos crimes.
Com informações: Assessoria de Comunicação da Polícia Civil / MS



