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Verão 2025-2026 traz temperaturas acima da média e chuvas regulares em Mato Grosso do Sul

Prognóstico de Verão alerta para calor intenso da estação e cuidados com a saúde.

A estação do verão 2025-2026 se inicia no dia 21 de dezembro de 2025, às 10h03, e termina em 20 de março de 2026, às 10h45, no horário de Mato Grosso do Sul. O início da estação ocorre quando o sol atinge seu ponto mais próximo da Terra, fenômeno conhecido como periélio. A distância mínima entre o planeta e o sol será de 147,1 milhões de quilômetros no dia 4 de janeiro, às 9h28.

Solstício marca o dia mais longo do ano

O solstício de verão acontece quando o sol forma um ângulo de 23º26’14” entre o equador e o trópico de Capricórnio. O trópico passa pela cidade de Amambai, em Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, o dia 21 de dezembro registra o período mais longo de luz solar do ano. O sol nasce às 4h55 e se põe às 17h27, totalizando 13 horas e 33 minutos de claridade. “É a noite mais curta do ano”, afirma o meteorologista Natálio Abrahão Filho, responsável pelo prognóstico de Verão da Uniderp.

Radiação ultravioleta exige cuidados com a pele

Os raios ultravioleta atingem níveis extremos durante o verão. O centro-norte do estado sofre os efeitos mais prejudiciais até o dia 12 de janeiro. Os municípios do leste, nordeste, norte, central e oeste do estado enfrentam maior exposição aos raios solares. A radiação permanece perigosa das 10 horas às 16 horas em dezembro, janeiro e fevereiro. “Essa exposição é altamente prejudicial à saúde da pele e favorece o câncer de pele”, alerta o meteorologista. O uso de protetores solares com fator de proteção acima de 30 minimiza os riscos. Chapéus, óculos e roupas adequadas também oferecem proteção necessária.

Temperaturas seguem acima das médias históricas

As temperaturas médias ficam em torno de 25,6 graus Celsius durante a estação. A média das máximas chega a 31,2 graus e a média das mínimas alcança 21,7 graus. Os valores apresentam variações em cada região do estado. As temperaturas máximas podem ficar até três graus acima das médias em alguns momentos. As mínimas raramente caem abaixo dos 18 graus, mas podem ocorrer nos últimos dias da estação. Campo Grande registra temperaturas médias de 25,1 graus em janeiro, 23,9 graus em fevereiro e 23 graus em março. Corumbá apresenta médias mais altas: 27,8 graus em janeiro, 26,5 graus em fevereiro e 26,1 graus em março. Três Lagoas mantém temperaturas elevadas: 27,5 graus em janeiro, 27,4 graus em fevereiro e 27,1 graus em março.

Neutralidade climática define padrão de chuvas

O fenômeno La Niña se apresenta muito fraco para o ano de 2026. As oscilações nas temperaturas das águas no oceano Pacífico Equatorial mantêm condições de neutralidade. “As previsões dos modelos indicam a manutenção das condições neutras no Pacífico equatorial“, explica Natálio Abrahão Filho. O pico de intensidade ocorre entre março e abril de 2025, sem evoluir para La Niña. As condições climáticas no país sofrem influência da neutralidade com viés de La Niña. As temperaturas do oceano Atlântico Sul permanecem em situação neutra, dentro da média.

Chuvas concentram os maiores volumes do ano

Os meses do verão registram os maiores índices pluviométricos do ano em todos os municípios. As chuvas em pancadas ocorrem com frequência durante a estação. Os maiores acumulados se concentram no sul, sudeste, centro e sudoeste de Mato Grosso do Sul. O oeste e leste do estado apresentam os menores valores médios, próximos a 80 milímetros ao mês. As regiões norte e nordeste recebem chuvas que se normalizam a partir do início de janeiro. O período chuvoso segue até o final de março. “Os índices pluviométricos devem ficar dentro do esperado nos meses de janeiro e fevereiro”, afirma o meteorologista da Uniderp.

Janeiro e fevereiro trazem volumes próximos às médias

As chuvas em janeiro chegam de forma mais regular, mas podem apresentar má distribuição. Os volumes ficam próximos do esperado nos municípios do nordeste, como Cassilândia, Paranaíba e Aparecida do Taboado. O leste do estado, incluindo Três Lagoas, Angélica, Inocência e Água Clara, registra chuvas dentro das médias. No sudeste, de Bataguassu a Ivinhema, Naviraí e Novo Horizonte do Sul, os volumes também atendem às expectativas. A região norte, entre Rio Verde, Coxim, Sonora, Pedro Gomes e Alcinópolis, recebe chuvas nas médias ou ligeiramente abaixo. Campo Grande registra médias de 200 a 250 milímetros em dezembro, 170 a 245 milímetros em janeiro e 170 a 176 milímetros em fevereiro. O trimestre acumula entre 500 e 600 milímetros na região.

Enchentes e inundações exigem atenção

O documento publicado nesta sexta-feira (12/12) ainda aponta que as chuvas de fim de tarde e início da noite ocorrem com forte intensidade em dezembro e janeiro. Trovoadas e tempestades elétricas atingem o centro-sul e sudoeste do estado até o começo de fevereiro. Volumes superiores a 60 milímetros em um único dia podem acontecer. Enchentes e inundações devem ocorrer em janeiro e no começo de fevereiro. A região oeste, incluindo Aquidauana, Miranda, Bodoquena, Corumbá e Dois Irmãos do Buriti, pode sofrer transbordamentos. Bonito, Nioaque, Jardim e Sidrolândia também enfrentam riscos. As bacias recebem volumes acima das médias tanto de chuvas locais quanto das cabeceiras. Os rios Vacaria, Brilhante e Ivinhema merecem atenção especial. Corumbá e Ladário não descartam chuvas fortes entre dezembro e janeiro.

Áreas de risco concentram precipitações intensas

O nordeste do estado, com Aparecida do Taboado, Cassilândia, Paranaíba e Inocência, enfrenta chuvas fortes durante toda a estação. O sudeste, incluindo Ivinhema, Angélica, Novo Horizonte do Sul, Brasilândia e Naviraí, recebe volumes intensos em dezembro e janeiro. A região sul, com Amambai, Paranhos, Iguatemi, Juti, Aral Moreira e Eldorado, concentra chuvas em janeiro e fevereiro. O sudoeste, abrangendo Ponta Porã, Bela Vista, Jardim, Bonito, Dourados e Maracaju, também apresenta risco elevado. A área central, que inclui Sidrolândia, Bandeirantes, Nova Alvorada, Jaraguari, Camapuã e Campo Grande, enfrenta chuvas significativas em dezembro, janeiro e fevereiro. O leste, com Três Lagoas, Ribas, Água Clara, Bataguassu e Santa Rita do Pardo, concentra precipitações no final da estação.

Zona de Convergência favorece instabilidades

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) influencia o padrão de chuvas durante o verão. As temperaturas do oceano Atlântico Sul mantêm situação neutra, dentro da média. A fase de neutralidade nas águas do oceano Pacífico Equatorial não interfere no fluxo da umidade da Amazônia. Os acumulados de chuva no estado permanecem dentro da média, sem grandes desvios do que se registra em um verão comum. A flutuação nas temperaturas oceânicas do Atlântico pode interferir no sistema ciclônico da Baixa Pressão na Bolívia. “Isso pode favorecer e fortalecer cavados no estado, com formação de áreas de instabilidade”, explica Natálio Abrahão Filho. Os municípios de Corumbá, Miranda, Bonito, Porto Murtinho, Bela Vista e Campo Grande podem receber chuvas significativas em fevereiro e março.

Atividade elétrica aumenta no auge da estação

A ocorrência de atividades elétricas e trovoadas se intensifica durante o verão. Janeiro e fevereiro concentram a maior incidência de raios e descargas elétricas. As tempestades se formam pela combinação de calor, umidade e instabilidade atmosférica. Os últimos dias de dezembro e a primeira semana de janeiro apresentam áreas de instabilidade formadas por nuvens de trovoadas. As tempestades associam raios e ventos fortes, oferecendo risco e exigindo cautela. A queda de granizo não está descartada no centro-sul de Mato Grosso do Sul. As rajadas de vento podem superar 60 quilômetros por hora, principalmente à tarde e no começo da noite.

Umidade relativa permanece acima dos 40%

A umidade relativa do ar mantém médias acima dos 40% nos valores mínimos durante toda a estação. A sensação de mormaço acompanha os dias quentes do verão. Valores abaixo dos 25% ocorrem raramente, mas podem aparecer no final da estação. As cidades das regiões central e sul do estado registram os menores índices de umidade em março. Os dias quentes combinam com a alta umidade, criando desconforto térmico. A umidade elevada também favorece a formação de nuvens de tempestade. O período de transição para o outono traz redução gradual nos níveis de umidade relativa do ar.

Final da estação marca transição para outono

O final do período chuvoso ocorre nos primeiros dias de março de 2026. As frequências diárias de chuva se reduzem a partir do final de março. As temperaturas mínimas começam a cair no final de fevereiro e início de março. Os valores podem ficar abaixo de 20 graus nos últimos dias da estação. A umidade relativa do ar entra em declínio com a aproximação do outono. Os dias e as noites começam a se equilibrar em duração. O sol perde gradualmente a verticalidade sobre o estado. A transição marca o fim do período mais quente e chuvoso do ano.

Dados técnicos orientam o prognóstico

O prognóstico se baseia em banco de dados e estatística da Uniderp. Os modelos utilizam informações do NOAA, Inmet, CPTEC e ECMWF de Londres. “Por se tratar de um prognóstico em conjunto associado aos centros internacionais, a Uniderp e o meteorologista não oferecem garantia nas informações”, esclarece Natálio Abrahão Filho. As informações servem como instrumento para decisões dos usuários. O documento não atribui responsabilidade à instituição por uso indevido das previsões. O trabalho resulta da análise de padrões climáticos e tendências atmosféricas. As médias históricas orientam as projeções para os próximos meses.

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