Em um movimento de marketing mal planejado – para ser econômico – que gerou constrangimento, Sidônio Palmeira, o atual Ministro da Secretaria de Comunicação do governo federal e marqueteiro do Presidente Lula, popularizou o termo “GetuLula”, uma junção dos nomes de Getúlio Vargas e Lula. A iniciativa aconteceu durante a reunião do atual ocupante de presidência da república com os seus ministros nesta semana. A intenção declarada dessa associação seria vender ambos os líderes como “pai dos pobres”. No entanto, a estratégia foi desastrosa porque tanto Getúlio quanto Lula são figuras que, pelos registros históricos, não podem ser legitimamente pintadas como democratas ou “pessoas boas”.
Discurso Híbrido: Frases de Getúlio em Fala de Lula
O discurso do Presidente Lula na reunião ministerial desta semana, que pode ter sido redigido por Sidônio e sua equipe, incluiu frases proferidas por Getúlio Vargas em 1950. Essas passagens, notáveis por seu tom nacionalista e combativo, alertam para a exploração de forças internacionais. Trechos como:
- “Cuida de atacar a exploração de forças internacionais.”
- “Eles, os grupos internacionais, me atacarão de frente e vão as forças internacionais se unir com os descontentes aqui de dentro.”
- “São os eternos inimigos do povo que não querem ver a valorização do homem assalariado.”
Essas declarações de Vargas foram estrategicamente embutidas na fala de Lula diante dos ministros. A intensidade do presidente no discurso revelou uma verdadeira proximidade de Lula com a história de Getúlio Vargas.
A Análise Histórica de Getúlio Vargas: Ditadura e Proximidade Ideológica
A figura de Getúlio Vargas, sob o ponto de vista da democracia, revela-se um “cancro na história do Brasil, um câncer”, cujos sinais de presença na política brasileira ainda são sentidos hoje, vivendo-se ainda a “era Vargas”. Sua ascensão ao poder foi marcada por um golpe. Após perder a eleição presidencial nos anos 30, Vargas se aproveitou da morte de seu vice, João Pessoa – assassinado após um escândalo envolvendo a publicação de cartas pessoais de um jornalista crítico – para desferir um golpe de Estado. Ele retirou do poder dois presidentes da República: Washington Luís, que estava no final do mandato, e Júlio Prestes, que havia sido eleito e seria o novo presidente. Este ato foi realizado com o apoio das Forças Armadas.
A lista de crimes cometidos por Getúlio Vargas e registrada na história do Brasil é extensa e revela a natureza autoritária de seu regime. Segue uma breve lista:
- Golpe de 1930 e usurpação de poder contra dois presidentes.
- Dissolução da Constituição de 1891 e fechamento do Congresso.
- Censura e perseguição à imprensa.
- Criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), descrito como um departamento de tortura, perseguição, prisões arbitrárias e tortura de opositores.
- Criação da polícia política, o Dops da época.
- Envio de seu braço direito, Filinto Müller, para um curso na Gestapo nazista sobre como lidar com opositores; o senador Müller, que nunca escondeu sua simpatia pelas práticas do então líder do Partido Nacional Socialista Alemão e ainda hoje tem uma estátua no Senado brasileiro.
- Fechamento de partidos e supressão de liberdades no Estado Novo (1937-1945).
- Uso de trabalho forçado em obras públicas.
- Alinhamento e apoio inicial a regimes totalitários, incluindo o fascismo e o nazismo.
- Exílio e perseguição de adversários políticos, e corrupção desenfreada.
- Há ainda menções de que ele teria ordenado o assassinato de Carlos Lacerda, o que culminou no assassinato do Major Aviador Rubens Florentino Vaz da Aeronáutica, evento que, por sua vez, levou ao suicídio de Vargas, findando sua era.
A Proximidade Ideológica com Líderes Europeus: Fascismo e a CLT
Uma análise histórica pode comprovar facilmente que Getúlio Vargas teve um comportamento político e ideológico totalmente identificado com o regime de Benito Mussolini. Além disso, seu governo demonstrou um “alinhamento e apoio inicial aos regimes totalitários, fascismo e o nazismo na Itália e Alemanha”. Esta proximidade ideológica com líderes como Benito Mussolini e Adolf Hitler não se limitou apenas a posturas políticas, mas também se refletiu na legislação brasileira.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) possui uma origem que sublinha essa conexão ideológica. A legislação trabalhista brasileira foi criada com base na “Lettera del Lavoro”, escrita por Benito Mussolini. Esta informação é amplamente aceita historicamente e reforça a proximidade ideológica do regime de Vargas com o fascismo italiano, que também buscou controlar as relações trabalhistas sob um forte aparato estatal.
A história política brasileira apresenta recorrências que revelam a permanência de determinados padrões de liderança, de discurso e de articulação entre Estado e sociedade. Nesse sentido, a comparação entre Getúlio Vargas, chefe de governo em diferentes fases do século XX, e Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente do Brasil no século XXI, permite identificar continuidades na forma como ambos interpretaram e mobilizaram o cenário político, especialmente no que diz respeito à relação com as massas populares, ao discurso trabalhista e à centralidade do Estado como agente de transformação social.
Associação ao fascismo destrói imagem pública e reduz credibilidade
A vinculação de uma pessoa ao fascismo compromete sua legitimidade política e sua aceitação social. O estigma afeta liderança, credibilidade, idoneidade e caráter. A relação com o fascismo enfraquece a legitimidade democrática. O indivíduo pode perder apoio popular, sofrer isolamento em fóruns políticos e ter dificuldade em compor alianças.
Credibilidade pública
A credibilidade fica sob suspeita. Imprensa, entidades civis e organismos internacionais tendem a rejeitar discursos e propostas, alimentando desconfiança permanente. O vínculo com práticas históricas de censura e perseguição política levanta dúvidas sobre a conduta ética. Essa percepção afasta investidores e compromete parcerias institucionais. A imagem associada ao fascismo remete a intolerância e discriminação. Isso gera estigmatização duradoura e compromete a capacidade de inspirar confiança e respeito.



