Duas crianças morreram e outras dezessete pessoas ficaram feridas em um ataque contra a escola católica Annunciation, em Minneapolis, na quarta-feira (27/8). O tiroteio ocorreu durante a missa de volta às aulas.
O chefe de polícia, Brian O’Hara, informou que o atirador disparou de fora da igreja e depois se matou. Ele classificou o episódio como ato de violência contra crianças e fiéis.
Entre os feridos, quatorze são crianças. Sete chegaram em estado crítico ao hospital Hennepin Healthcare, e quatro precisaram de cirurgia, segundo o chefe da emergência, Thomas Wyatt.
Identificação do autor e dinâmica do ataque
As autoridades identificaram o autor como Robin Westman, de 23 anos, morador da região de Minneapolis, e registraram que ele carregou um rifle, uma espingarda e uma pistola.
A polícia informou que ele agiu sozinho e não possuía histórico criminal extenso, e afirmou que a motivação segue em investigação.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, reagiu e disse: “Não digam que isso é sobre ideologias e religião agora, essas crianças estavam literalmente rezando”.
Contexto nacional e ações do governo federal
O presidente Donald Trump afirmou em rede social que a Casa Branca monitora o caso, e escreveu: “A Casa Branca continuará a monitorar essa situação terrível”.
Em fevereiro, Trump já havia assinado uma ordem executiva para criar uma força-tarefa de combate ao preconceito anticristão. Ele afirmou: “Minha administração não tolerará a instrumentalização anticristã do governo ou conduta ilegal visando cristãos. A lei protege a liberdade dos americanos e grupos de americanos de praticar sua fé em paz, e minha administração aplicará a lei e protegerá essas liberdades”.
Somente neste ano, os Estados Unidos registraram 286 ataques a tiro em massa, conforme o banco de dados Gun Violence Archive. A pandemia em 2021 marcou o auge desses episódios.
Vídeos revelam ideologia criminosa de Robin Westman
O BBC Verify teve acesso a vídeos publicados no YouTube por Westman pouco antes do ataque. Neles apareciam armas, munições e mensagens racistas, antissemitas e contra Donald Trump.
Alguns cartuchos exibiam inscrições de ódio contra católicos. Em uma das mensagens, Westman escreveu: “Cumprirei um ato final”. O material também incluía quatro páginas de anotações sobre depressão e despedidas direcionadas à família e amigos.
A mãe do atirador, Mary Grace Westman, trabalhou como assistente administrativa na escola alvo do ataque entre 2016 e ela deixou a função em agosto de 2021. Todo o canal no YouTube já foi removido.
Análise técnica da cobertura jornalística
A cobertura da imprensa, especialmente no Brasil , revela mais uma vez a parcialidade e crueldade de quem escreve os textos. Omitiram a identidade trans do autor e suas mensagens de ódio, além de esconderem o antissemitismo e a hostilidade a católicos e a Donald Trump. “Podemos apenas imaginar como seria a repercussão se fosse o contrário: um conservador cristão atirando em pessoas trans. A velha imprensa está no negócio de narrativas, não jornalismo, e se os fatos não se encaixam na ideologia, pior para os fatos”, analisou o jornalista Rodrigo Constantino, em artigo no jornal ‘Gazeta do Povo’.
A ausência dos dados, propositalmente escondidos por vários veículos de imprensa brasileiros, remove contexto, e impede a identificação de alvos e de motivos, e reduz a precisão do enquadramento, e compromete a compreensão do caso.
Reportagens que deslocam o foco apenas para armas ignoram os fatores ideológicos presentes nos fatos, simplificam a causalidade e limitam recomendações de prevenção. Além disso, atrasam respostas de proteção para comunidades sob risco. Algo que demonstra não ser uma preocupação dos “criadores de narrativas”, que deveriam ser jornalistas.



