Interceptação do barco e detenção dos tripulantes
As Forças de Defesa de Israel interceptaram nesta segunda-feira (09/06) a embarcação Madleen, que transportava ativistas da Freedom Flotilla Coalition com destino à Faixa de Gaza. A bordo estavam, entre outros, a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila. Segundo o governo israelense, a operação ocorreu de forma “rápida e segura”.
As autoridades informaram que a embarcação seguia para o território controlado pelo Hamas com o objetivo de romper o bloqueio imposto por Israel. O Ministério da Defesa classificou a ação como uma tentativa política e afirmou que os ativistas não possuíam autorização para entrar na região.
Exibição de imagens e justificativas do governo
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que os ativistas detidos assistirão a vídeos relacionados ao ataque do Hamas ocorrido em 7 de outubro de 2023. “A antissemita Greta e seus amigos apoiadores do Hamas verão exatamente quem é a organização terrorista que eles vieram apoiar”, escreveu Katz na rede social X/Twitter.
Segundo o ministro, o material exibirá imagens de civis israelenses atacados por combatentes do Hamas, incluindo mulheres, crianças e idosos. O ataque ocorreu durante um festival de música e resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas, além do sequestro de 251 civis e militares, de acordo com dados oficiais de Israel. O episódio marcou o início da atual ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
Destino do barco e deportação dos envolvidos
As autoridades israelenses informaram que levarão o barco ao porto de Ashdod. O Ministério das Relações Exteriores declarou que deportará os ativistas detidos, incluindo Greta Thunberg e Thiago Ávila. “Existem maneiras de entregar ajuda à Faixa de Gaza — elas não envolvem selfies no Instagram”, afirmou a pasta, ao justificar a ação contra a Freedom Flotilla Coalition.
Os ativistas permanecem sob custódia das forças israelenses enquanto aguardam o cumprimento dos procedimentos de deportação. A embarcação permanece sob vigilância, e o governo de Israel reafirmou que não permitirá o ingresso de missões não autorizadas em território sob sua jurisdição.
Com informações: Conexão Política, CNN, Reuters.



