O histórico de monitoramento da tornozeleira eletrônica que Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos, usava no dia da morte foi a chave que levou a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aos dois suspeitos de seu assassinato na cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. A operação, deflagrada na última segunda-feira (04/05), resultou no cumprimento de dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão contra homens de 22 e 44 anos.
Um corpo sem nome na cachoeira
O caso começou em 22 de março, quando praticantes de rapel encontraram o corpo de um homem com sinais de violência às margens da cachoeira do Inferninho, sem documentos de identificação. O exame pericial necropapiloscópico realizado pelo Instituto de Identificação revelou a identidade da vítima e abriu caminho para o acesso ao registro de seus deslocamentos monitorados.
O rastro digital que reconstruiu o crime
Com os dados da tornozeleira em mãos, os investigadores da DHPP reconstituíram os últimos movimentos de Guilherme e chegaram até o local onde ele foi mantido em cárcere na noite anterior ao crime, bem como ao veículo utilizado para levá-lo até a cachoeira, onde foi morto com golpes de faca.
Investigação em aberto
Os dois suspeitos foram presos, mas a DHPP mantém as apurações em andamento para identificar a participação de outros coautores no homicídio.
Com informações: Assessoria Polícia Civil / MS



