Declaração pública nos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (07/07) que o Brasil comete “uma coisa terrível” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele declarou que acompanhou os desdobramentos do caso, assim como o restante do mundo, e criticou o que chamou de perseguição constante: “dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano”. Trump afirmou que Bolsonaro “não cometeu nenhum crime”, e apenas “lutou pelo povo”.
Trump disse aomda que conheceu Bolsonaro pessoalmente e o descreveu como um “líder forte, que amava o próprio país e negociava com firmeza em acordos comerciais”. Ele afirmou que a eleição de Bolsonaro foi apertada e que, hoje, o ex-presidente lidera as pesquisas de intenção de voto. Ao final, fez um apelo direto: “Deixem Bolsonaro em paz”.
Lula afirma que o Brasil não aceita interferência externa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu à fala de Trump, afirmando que o Brasil não admite qualquer tipo de interferência internacional. Segundo Lula, “as instituições brasileiras funcionam com independência, e ninguém está acima da lei”. Ele também reiterou que o país respeita o devido processo legal e que os órgãos de justiça atuam com autonomia.
Gleisi critica tentativa de ingerência
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da presidência da República, Gleisi Hoffmann, classificou a fala de Trump como uma tentativa de interferência nos assuntos internos do Brasil. Ela escreveu em rede social que “Donald Trump está muito enganado se acha que pode se meter na Justiça brasileira”. Gleisi também afirmou que a subserviência aos interesses dos Estados Unidos ocorreu durante o governo Bolsonaro, e não agora.
Parlamentares do PL saem em defesa de Bolsonaro
Deputados e senadores do Partido Liberal usaram as redes sociais para apoiar a declaração de Trump. Eduardo Bolsonaro agradeceu o gesto do ex-presidente norte-americano e incentivou seguidores a compartilhar a mensagem. O senador Flávio Bolsonaro também comentou o assunto e afirmou que “quem deve julgar Bolsonaro é o povo, nas eleições, e não a Justiça”. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, compartilhou a publicação de Trump e reforçou o discurso de julgamento popular.
Bolsonaro responde por suposta tentativa de golpe
O Supremo Tribunal Federal investiga Jair Bolsonaro e aliados por possível participação em tentativa de golpe para impedir a posse do presidente eleito em 2022. A apuração reúne provas colhidas desde os ataques às sedes dos Três Poderes, em janeiro de 2023. A Procuradoria-Geral da República acusa Bolsonaro de articular, ainda durante o mandato, medidas ilegais para se manter no poder com apoio de setores das Forças Armadas.
Cenário político e diplomático
A manifestação de Trump provocou reações em diversos setores da política brasileira. O governo federal reforçou a defesa das instituições e da soberania nacional. Aliados de Bolsonaro intensificaram o discurso de perseguição judicial. O episódio ampliou o debate sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos e reabriu discussões sobre limites da atuação política internacional em processos democráticos internos.



