Pesquisadores analisam exames realizados em três países
Um estudo feito por pesquisadores de universidades do Japão, Estados Unidos e Reino Unido comparou exames de imagem do coração de pessoas vacinadas e não vacinadas contra a COVID-19. Os exames foram realizados com o equipamento PET/CT, que mostra como o coração usa energia.
Foram analisados 1.003 pacientes. Destes, 303 não tinham recebido a vacina, e 700 já tinham tomado pelo menos duas doses. De acordo com o estudo, “pacientes vacinados apresentaram captação geral de FDG miocárdica maior em comparação a pacientes não vacinados”. Isso significa que o coração das pessoas vacinadas apareceu mais ativo nos exames.
Mudanças no coração acontecem mesmo sem sintomas
O estudo observou que “alterações miocárdicas ocorreram em 100% dos indivíduos assintomáticos após a vacinação”, indicando que mesmo quem não teve sintomas sentiu um impacto no funcionamento do coração. Os pesquisadores explicaram que isso mostra que o coração dessas pessoas trabalhou mais e gastou mais energia.
Também foi destacado que “o SUVmax miocárdico foi maior em pacientes vacinados, independentemente do sexo ou idade do paciente em comparação aos grupos não vacinados correspondentes”. Isso foi observado em diferentes períodos após a segunda dose da vacina, variando entre 1 e 180 dias.
Região do corpo próxima ao braço vacinado também apresentou mudanças
Os exames mostraram ainda que a área do corpo perto do braço onde a vacina foi aplicada também ficou mais ativa por algum tempo. O estudo informou que essa reação “foi observada em pacientes submetidos a exames de 1 a 30, 31 a 60 e 61 a 120 dias após a segunda vacinação”.
Segundo os pesquisadores, esse aumento de atividade do coração e das regiões próximas ao local da aplicação da vacina pode durar até seis meses. Os cientistas usaram métodos estatísticos para garantir que os resultados fossem confiáveis.
Conclusão aponta ligação entre vacina e aumento de atividade do coração
Os pesquisadores concluíram que “pacientes assintomáticos que receberam a segunda vacinação de 1 a 180 dias antes do exame de imagem apresentaram captação aumentada de FDG miocárdica no PET/CT”. Eles recomendam atenção ao analisar exames de imagem feitos nesse período, pois o efeito da vacina pode influenciar os resultados.
O estudo foi publicado em setembro de 2023, e está disponível na plataforma científica PubMed com o título Assessment of Myocardial 18F-FDG Uptake at PET/CT in Asymptomatic SARS-CoV-2-vaccinated and Nonvaccinated Patients.



